sábado, 2 de dezembro de 2017

Existe amor verdadeiro?


Uma grande necessidade no mundo de hoje
Amor… Que palavra mais linda em qualquer língua ou lugar na terra! Em que pensamos ao ouvirmos esta palavra: carinho, proteção, acolhimento, bondade, compreensão, segurança, amor materno? Para você, pessoalmente, o que esta palavra significa? Você deseja ser amado? Você ama?
Deus é amor. A presença de seu amor em nosso coração nos ajuda a amar e sermos amados, pois Deus é a fonte de todo verdadeiro amor. Em 1 João 4:16 lemos: “E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele”. É impossível realmente amar e ser amado se este amor não vier de Deus.

Vejamos o oposto do amor: ódio, desconfiança, egoísmo, brigas e guerras. Basta darmos uma olhada no que está acontecendo no mundo de hoje para compreendermos o quanto o amor está fazendo falta, inclusive nas famílias e na vida das pessoas.
E você? Sente que está sendo amado? Ou sente uma dor no coração, uma solidão, uma falta de amor e carinho? Passa por momentos em que sente que ninguém se importa com você? Foi criado num lar sem verdadeiro amor, em que os pais não se amavam e não amavam os filhos? Estes são sentimentos comuns no mundo de hoje em que muitos são dominados pelo egoísmo. Quando a pessoa vive apenas para si mesma, o resultado inevitável será uma vida cheia de dor.
O amor não é uma atração sensual que procura satisfazer as próprias paixões, muitas vezes às custas dos outros. Esta atração, que alguns chamam de amor, é egoísmo, pois vive em função do próprio prazer. O verdadeiro amor não existe em função da fama ou dos prazeres.
As coisas difíceis que a vida nos traz não são uma prova de que Deus não nos ama. Há ocasiões quando Deus permite que passemos por dificuldades para o nosso próprio bem. Pais que realmente amam os filhos sabem que cumprir todos os desejos de uma criança não a tornará feliz.
O verdadeiro amor se sacrifica para o bem dos outros. O amor é caloroso, compreensivo, bondoso… Se realmente amamos, pensaremos no bem-estar presente e futuro dos nossos entes amados. Um marido e pai amoroso demonstrará amor para a esposa e filhos. Ele não medirá esforços para criar um ambiente de amor e segurança no lar. Da mesma forma, a esposa e mãe que ama e respeita o marido educará os filhos para amarem e respeitarem os pais e os irmãos. Para ela será um prazer criar um ambiente de segurança e tranqüilidade para toda a família. Cristo demonstrou o verdadeiro amor quando deu a sua vida na cruz, mesmo não merecendo a morte.
Se em seu coração há um grande vazio, uma falta de amor, seu caso tem solução; é possível encontrar o verdadeiro amor. Basta se entregar a Deus, pois ele se compadece de você com um amor que vai muito além daquilo que se possa imaginar. Ele se importa com você e quer estar ao seu lado durante todos os momentos difíceis de sua vida. Se você se sente sozinho e acha que foi esquecido por todos, pode saber que este não é o caso. Aquele que deu seu Filho por você sente e compreende todas as suas dores e tristezas. Nos seus momentos mais solitários e nos seus dias mais tristes, ele estará presente para consolar, fortalecer e dirigir a sua vida – se você lhe der oportunidade.
Se você não sabe como chegar a Deus, abra seu coração e exponha-lhe tudo que está sentindo; pode ter plena certeza de que ele ouvirá tudo. Se você já perdeu a confiança em todo mundo, inclusive em Deus, diga-lhe isso também. Peça ajuda até nisso.
Se você sente que é um pecador sem esperança de ser perdoado e de encontrar o amor, então chegue a Deus com todo o seu coração; arrependa-se de seus pecados e abandone-os. Se você chegar a ele com todo o seu coração, disposto a obedecê-lo em tudo, ele será o seu Pai amoroso.
Quando Deus perdoa e o aceita como filho, você sentirá o seu amor e iniciará um relacionamento que ninguém poderá romper – somente você poderá rompê-lo — se virar as costas para ele.
Quanto mais você conhecer o amor de Deus e deixar de amar a si próprio, maior será a segurança que sente no coração. Ter certeza de que está sendo amado abre seu coração para amar e preocupar-se com seu próximo. Ao invés de reparar em como os outros o tratam, passará a preocupar-se com as necessidades de seu próximo; sentirá grande prazer em ser útil no serviço do seu Senhor e Salvador. A partir do momento em que deixa de ser escravo de seus próprios desejos, Deus abrirá sua mente para enxergar lindas verdades. 1 Coríntios, capítulo 13, fala sobre isso.
Deus tem uma família aqui sobre a terra. É possível que ele queira que você conheça esta família para poder servi-lo junto com outros fiéis. Estes fiéis compõem a Igreja de Deus. Jesus disse: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13:35). Este é o amor genuíno que supre todas as suas necessidades espirituais.
Se você quiser saber mais sobre este amor, leia o evangelho de São João. Leia também o capítulo 53 de Isaías, onde o profeta fala do sacrifício de Jesus pela humanidade. O Salmo 91 enumera as promessas de Deus. O Salmo 23 e 1 Coríntios capítulo 13 nos mostram o amor do Pastor e como este amor deve estar presente em nossas vidas. Peça a Deus para dirigir a sua leitura.
Se você levar a sério o que acabou de ler, isto pode significar o fim de sua solidão e infelicidade. Permita que Deus tome conta de sua vida. Experimente o amor de Deus, que é a maior bênção que Deus dá ao ser humano. Que Deus lhe abençoe.
Leia o trecho abaixo de 1 Coríntios capítulo 13. Se precisar de mais esclarecimentos ou desejar compartilhar alguma coisa com irmãos pertencentes ao povo de Deus, dirija suas correspondências ao endereço que aparece no final deste folheto.

1 Coríntios 13:1-8, 13
 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
 O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Como aceitar-se a si mesmo


Quem vive reconciliado consigo próprio
consegue também criar harmonia à sua volta.

Quando te aceitas tal como és,
e te reconheces a ti próprio,
sentes-te mais ativo no universo a que pertences.
Para que serve, então, o sucesso?
Basta que algo te alegre, para seres feliz.
A felicidade está em ti.
Não precisas de a alcançar
recorrendo ao sucesso exterior.
Se te reconciliares contigo próprio
e alcançares a harmonia interior
serás feliz, e isso começa a ver-se nos teus olhos.

Quando te aceitas a ti próprio,
não precisas de correr atrás do reconhecimento dos outros.
E então, também deixa de ser importante
aquilo que os outros dizem de ti.
Não te deixes entorpecer
pelos teus erros e fraquezas.
Enfrenta-os,
não os ignores,
aceita que és falível
e procura melhorar as tuas fraquezas.

Mas, não te culpabilizes.
Deixa que elas existam.
Se Deus te perdoa,
também tu deves perdoar-te.
Sê compassivo para com os teus erros.

Não te queixes apenas dos teus problemas ou fraquezas.
Começa a pensar em tudo o que consegues fazer bem.
Concentra-te nas tuas capacidades.
Cada um de nós tem os seus pontos fortes.
Tu também.

Alcançarás a harmonia interior
quando conseguires conciliar
tudo o que há de contraditório em ti.
Deves ser sensível às tuas contradições.
Deves aceitá-las.
Assim, elas deixarão de te lacerar.
Podes arrumá-las,
deixar que cada uma das tuas facetas
tenha a sua musicalidade própria.
Todas juntas, elas compõem uma pauta.
É assim que se cria a tua harmonia.

Verás que consegues estar em sintonia
com todo o teu ser.
Não precisas de suprimir nada
da tua personalidade.
Tudo em ti terá a sua própria melodia.
A tua voz, que é única,
não pode faltar na diversidade
dos que cantam no coro da humanidade.
De outra forma,
o Mundo seria mais pobre.
Sem ti, esta pluralidade de vozes
não seria tão bonita.

Ter fé significa também encararmo-nos a uma nova luz.
Como é que te vês a ti próprio?
Com que critérios te avalias?
Põe de lado todos os preconceitos e avaliações
que te impedem de ver a tua verdadeira essência.
Olha para ti à luz de Deus.
Então, hás-de reconhecer que és, de verdade,
uma imagem única de Deus,
na qual a beleza divina brilha
de forma singular.

Senta-te, respira calmamente
e goza o prazer simples de sentir a vida
e de apreciar o teu ser em toda a sua singularidade.
Saboreia a vida,
sente o gosto da felicidade.
Não tens de mudar nada em ti,
com violência, obstinação ou intransigência.
Deus o fará, Deus lhe fará.
Tu és quem és,
feito à imagem e semelhança de Deus,
protegido pelo seu amor incondicional.

Se o fizeres,
verás que a alegria te inunda.
E tudo será bom.

O mais importante: DEUS ama VOCÊ, e tem um bom caminho que Ele lhe expõe através da Bíblia, o caminho de reconciliação com Ele, através de Seu Filho Jesus Cristo. Conheça, creia, aproxime-se do Amigo que não trai, dAquele que te ama assim como você é e deseja estar para sempre, SEMPRE contigo.


Anselm Grün, em "Em cada dia... um caminho para a felicidade" (adaptado).

sábado, 14 de outubro de 2017

Algumas frases para reflexão dos que estão afastados dos caminhos do Senhor


"Se você pensa que não merece uma segunda oportunidade da parte de Deus, lembre-se de que também não merecia a primeira."
Louie Giglio

"Não existe pródigo tão aleijado que não possa voltar pra casa."
Steven Richards

"Deus tem um plano e Satanás tem um plano - e você deve decidir de qual plano quer fazer parte."
Billy Graham

"Não se dê por vencido, não importa como tenha sido seu passado. Com Deus, há sempre um futuro."
Charles Stanley

"Jesus toca o intocável, perdoa o imperdoável e muda o imutável."
Adriana Olaya

"Não importa há quanto tempo você tem viajado na direção errada, agora é o tempo de voltar para Jesus."
Nicky Gumbel

"Deus é maior que seus erros, seu passado e suas limitações."
Christine Caine

"O mesmo Deus que criou as estrelas e montanhas pensou que o mundo necessitava de alguém como você. Você não foi um erro."
C. Labrant

"Nada, exceto Deus, pode satisfazer completamente o coração do ser humano."
George Whitefield

"Não se esqueça, no melhor dia de sua vida, de que você necessita de Deus da mesma maneira que necessitou no pior dia de sua vida."
Jeremy Binns

"Deus nunca te decepciona. Teus planos te decepcionam, quando você pensa que, vinculando-os a Deus, eles funcionarão."
Tim Keller

"Jesus nos contou a história do Filho Pródigo para nos dizer algo importante: Não importa o que você tenha feito, volte para casa."
Evan Headrick

"O mundo toma o que é belo e o arruína; Deus toma o que está arruinado e lhe devolve a beleza."
Edgar Marín

"Sem Jesus temos um fim sem esperança, mas com Jesus temos uma esperança sem fim."
Chris Mendez

"O anel de ouro, o vestido de festa, o banquete, são para as almas que regressam."
Julien Green

"A fuga nunca levou ninguém a nenhum lugar."
Antoine de Saint-Exupéry

"O sofrimento é passageiro; desistir é para sempre."
Lance Armstrong

"Não importa quão traumático o teu passado foi. Se você está em Cristo, tua história não te define, a história de Cristo te define!"
Josemar Bessa

"Na beira de um precipício, só há uma maneira de seguir adiante: dar um passo atrás."
G. K. Chesterton

“Nunca é cedo para se arrepender, porque não se sabe quão depressa pode ser tarde demais.”
Thomas Fuller

"O céu pagará qualquer prejuízo que possamos ter para ganhá-lo, mas nada poderá pagar-nos o prejuízo de perdê-lo."
Dwight L. Moody

Ó Jesus, cheio de graça e de verdade,
Mais cheio de graça do que eu de maldade,
Mais uma vez eu busco tua face gloriosa;
Abre teus braços, recebe-me com ternura amorosa,
Cura gratuitamente meu pecado cruel
E, a despeito disso, ama este pecador infiel.

Charles Wesley

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Estou cansado de lutar


Volte para a batalha!

Você se lembra daquela cena do nosso atleta maratonista Vanderlei Cordeiro, correndo em primeiro lugar na maratona das Olimpíadas de Atenas em 2004, quando de repente alguém, um fã sem noção, entra no meio da pista e o abraça, atrasando-o e fazendo com que ele perdesse seu lugar na classificação? Pois é! Às vezes isso acontece conosco, não é mesmo? Somos atacados no meio de nossa corrida. São pessoas que muitas vezes nos criticam, são coisas que fazemos e que nos condenam, são ataques do maligno, problemas conjugais, relacionamentos, trabalho e muitos outros obstáculos, não é mesmo?
Mas faça como o Vanderlei: volte para a corrida, volte para a batalha! Sobre isso, o apóstolo Paulo afirmou: “prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” Paulo sabia aonde queria chegar, e o que tinha que fazer para superar cada dificuldade.
Nunca, nunca olhe para trás, olhe para a frente sempre, todo dia, toda hora. Quando você for atacado, parado, não desista! Recomece, mesmo que às vezes tenha que voltar à linha de partida. Não pare, não desista. A vitória é certa enquanto você olhar para Jesus: coloque Jesus em primeiro lugar em sua vida, entregue seus planos a Ele, em oração. Peça sempre para que Ele proporcione o melhor para você, e entenda que nem sempre o que nos parece o melhor realmente nos fará bem.
As vezes nós até ficamos feridos; sim, somos atingidos na corrida. Mesmo com dor, continue, pois o óleo curador do Senhor será derramado enquanto você luta! Deixe Deus entrar a cada dia mais em sua vida, até preencher todos os campos. O Espírito Santo será como aqueles que estão à beira do caminho com copos de água para o atleta, nas maratonas.

Persista! A vitória já é sua!

Daniel Cartaxo (adaptado)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Como apagar todos os meus erros?


A Sala dos Fichários
Quem subirá ao monte do Senhor? Quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. -Salmo 24:3-4.
     No dia do juízo, você conseguirá comparecer perante Deus com mãos limpas e coração puro?
    Quantos de nós podemos dizer que temos mãos limpas e coração puro? Deus não pode aceitar o homem em seu estado natural. Por isso Deus interveio e apresentou um plano para a nossa purificação: mandou Jesus para nos remir e purificar nossas mãos e nosso coração.
     Você já teve vontade de saber como Deus vê a sua vida? Jesus nos diz: “Mas eu vos digo que de toda palavra frívola que os homens proferirem hão de dar conta no dia do juízo” (Mateus 12:36). Já que vamos prestar contas de toda palavra frívola que tivermos dito, deve haver algum tipo de registro delas. A Bíblia fala a respeito desse registro em Apocalipse 20:12. “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. Abriu-se outro livro, que é o da vida. Os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras”.
     Joshua Harris, um jovem do estado de Maryland [EUA], estava passeando em Porto Rico. Uma noite teve um sonho através do qual sentiu que Deus lhe repreendeu pela sua infidelidade. Esse sonho lhe fez lembrar do sangue de Jesus e de Seu poder para transformar as vidas.
     Gostaríamos de contar este sonho para você:

A Sala
     Estando meio dormindo e meio acordado, me vi numa sala. Nela não havia nada de relevante a não ser uma parede cheia de pequenos fichários. Eram como aqueles das bibliotecas que classificam os livros em ordem alfabética por autor ou assunto. Esses fichários, uma infinidade deles, se estendiam do piso ao teto e para os dois lados, cada um com um nome diferente. Ao me aproximar deles, o primeiro a atrair a minha atenção foi um que dizia: Garotas de que gostei. Abri o fichário e comecei a percorrer as fichas. Logo o fechei, pois fiquei espantado de ver que eu reconhecia os nomes escritos em cada uma das fichas.
     Então, sem ninguém me dizer, entendi exatamente onde eu estava. Esta sala silenciosa, com seus muitos fichários, era o registro de toda a minha vida. Ali estavam anotados todos os meus atos, grandes e pequenos, de toda a minha vida, com uma riqueza de detalhe que a minha memória não conseguiria guardar.
Sentimentos de admiração, de curiosidade e de terror apoderaram-se de mim quando comecei a abrir aleatoriamente os fichários e a examinar o conteúdo das fichas. Algumas me encheram de alegria e doces recordações; outras um sentimento de vergonha e remorso tão intenso que chegava a olhar para trás para ver se alguém estava me observando. Um arquivo chamado Amigos, ficava ao lado de outro intitulado Amigos que traí.
     Os títulos variavam dos mais comuns até outros totalmente esquisitos: Livros que li, Mentiras que contei, Consolo que dei, Piadas que me fizeram rir. Alguns dos títulos chegavam a ser até engraçados: Vezes que ralhei com meus irmãos. De outros não conseguia rir: Vezes que resmunguei de meus pais. Eu não parava de me surpreender com o conteúdo destas fichas. Muitas vezes havia mais do que eu imaginava; outras vezes havia menos do que eu esperava.
     Fiquei abismado de ver o volume de coisas que já tinha feito na minha vida. Seria possível que eu tive tempo nestes meus vinte anos de escrever cada uma destas milhares - talvez milhões - de fichas? Mas cada uma delas confirmava esse fato; cada uma fora escrita por meu próprio punho e tinha a minha assinatura.
    Quando puxei o arquivo chamado Músicas que escutei, vi que o fichário estava abarrotado de músicas. As fichas estavam bem compactadas, mas mesmo assim, após dois ou três metros, eu ainda não tinha achado o fim do arquivo. Fechei-o, envergonhado, nem tanto pela qualidade da música, mas principalmente por causa da quantidade de tempo que eu sabia que aquele arquivo representava.
     Quando cheguei ao arquivo chamado Pensamentos imorais, senti um arrepio no meu corpo inteiro. Só abri a gaveta deste fichário uns dois centímetros, pois não queria saber o seu tamanho. Tirei uma ficha. Tremi ao ver seu conteúdo detalhado. Só de pensar que tal momento tinha sido registrado provocou um mal estar em mim.
     De repente senti quase uma fúria animal. Um pensamento dominava a minha mente: “Ninguém jamais deve ver estas fichas! Tenho que destruí-las!” Num furor louco, arranquei aquele fichário. Seu tamanho não me importava mais. Eu tinha era que esvaziá-lo e queimar suas fichas. Mas quando peguei numa ponta e comecei a sacudi-lo, não consegui despejar nem uma ficha sequer. Desesperado, retirei uma ficha e tentei rasgá-la, só para descobrir que ela era tão resistente quanto o aço.
     Derrotado e sem poder fazer mais nada, pus a ficha de volta e fechei a gaveta. Encostando minha cabeça na parede, suspirei profundamente, sentindo dó de mim mesmo. Então olhei e vi outro fichário, cujo título era: Pessoas com quem eu compartilhei o evangelho. O puxador era mais brilhante, mostrando seu pouco uso. Puxei-o e um fichário bem pequeno caiu nas minhas mãos, no qual havia menos de uma meia dúzia de fichas. Todas as fichas cabiam na minha mão.
     Dos meus olhos lágrimas brotaram e comecei a chorar. Soluçava tanto que meu corpo tremia e meu estômago doía. Caí de joelhos e soltei um grito de desespero. Chorei de vergonha, de uma vergonha tão grande que parecia que meu coração arrebentaria. As longas fileiras de fichários pareciam boiar nos meus olhos cheios de lágrimas. Pensei “Ninguém jamais pode saber desta sala. Nunca! Preciso trancá-la e esconder a chave”.
     Mas enquanto eu limpava as lágrimas, eu O vi… Oh, não! Ele não… Logo Jesus!
     Fiquei olhando, atônito, enquanto Jesus começou a abrir os fichários e a ler as fichas. Eu não queria ver a Sua reação, mas quando criava coragem para olhar em Seu rosto, via uma grande tristeza - uma tristeza muito mais profunda do que a minha. Por algum motivo Ele foi direto aos piores fichários, abriu-os e começou a ler. Por que Ele estava lendo estas fichas…?
     Finalmente Ele se virou e olhou para mim do outro lado da sala. Seus olhos estavam cheios de compaixão, mas era uma compaixão que não me irritava. Abaixei a cabeça, cobri meu rosto com as mãos e comecei a chorar novamente. Ele foi até onde eu estava e me abraçou. Ele poderia ter dito muitas coisas, mas não falou uma palavra; apenas chorou comigo.
     Então, levantou-se e voltou para os fichários. Começando numa ponta da sala, Ele os abria, tirava as fichas e em cada uma assinava Seu nome por cima do meu.
     “Não!” Gritei, correndo para Ele. Só consegui repetir: “Não! Não!”, enquanto tirava da Sua mão a ficha que segurava. O nome sagrado dEle não podia aparecer nestas fichas. Mas estava! Escrito em vermelho, num vermelho escuro e intenso, num vermelho vivo. Então percebi que este vermelho era o Seu sangue e que cobria o meu nome.
     Carinhosamente Ele pegou a ficha de volta. Sorriu, um sorriso triste, e continuou a assinar as fichas. Acho que eu nunca vou entender como fez aquilo tão rápido, mas num instante ouvi quando fechou o último fichário. Então Ele voltou para o meu lado, colocou Sua mão no meu ombro e disse: “Está consumado”.
     Fiquei em pé e Ele me levou para fora da sala. Não havia fechadura na porta. Havia muitas fichas que eu ainda teria que preencher.
Como está seu fichário hoje?
     Se formos honestos conosco mesmos, vamos ter que admitir com tristeza e remorso que erramos em nossos pensamentos e ações. Nós, também, vamos corar de vergonha pelos pensamentos ali­men­tados e as ações cometidas em secreto. A Bíblia diz em Romanos 2:16 que “Deus há de julgar os segredos dos homens, por meio de Jesus Cristo”. O apóstolo Pedro pregou: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vosso pecados, e venham assim os tempos de refrigério pela presença do Senhor” (Atos 3:19). Jesus já apagou seus pecados? Ou eles ainda o perseguem hoje?
     Você quer ser liberto? Ou quer continuar carregando um fardo cheio de seus pensamentos e ações do passado? Nossos pecados são um fardo pesado em nosso coração e nossa vida. “Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (1 João 1:8). “Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6:23).
     Jesus oferece perdão. Ele veio à terra e derramou Seu sangue por todos os pecadores, abrindo o caminho da salvação para todos. Você gostaria de ser salvo? “Se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36). Leia o Salmo 51. Venha a Jesus agora! Arrependa-se e confesse seus pecados. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9). Confie em Jesus e terá o prazer de andar com Ele. Diariamente Ele dirigirá seus passos.
© 1995 - New Attitudes/Joshua Harris

sábado, 15 de julho de 2017

Afinal, em quem confiar? No que acreditar?


Você já se sentiu inseguro? Ou viveu uma situação de instabilidade emocional, física ou financeira?
Na vida vamos ter aflições, a própria Bíblia nos afirma isso. Mas Jesus é a Rocha Eterna, e quem firma a sua vida n'Ele, está seguro e estável para sempre!
Só em Jesus nós podemos encontrar a verdadeira paz e segurança que o mundo não consegue dar! Então entregue tudo nas Suas mãos, confie e deixe Deus trabalhar na sua vida!
A Bíblia apresenta a Jesus como uma rocha, uma imensa ilha de firmeza em meio ao oceano de instabilidades. A Bíblia o diz em diversas passagens:
"Lembravam-se de que Deus era a sua Rocha,
de que o Deus Altíssimo era o seu Redentor."

"Pois quem é Deus além do Senhor?
E quem é Rocha senão o nosso Deus?" 

"Mas o seu arco permaneceu firme;
os seus braços continuaram fortes, ágeis para atirar,
pela mão do Poderoso de Jacó,
pelo nome do Pastor, a Rocha de Israel" 

"Confiem para sempre no Senhor,
pois o Senhor, somente o Senhor,
é a Rocha eterna." 


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Ele passou 48 Horas no Inferno


—John W. Reynolds
a
Um dos casos mais interessantes de uma pessoa aparentemente morta que tornou a viver, que eu conheço, é o de George Lennox, um ladrão de cavalos de notoriedade no condado de Jefferson (EUA). Isto aconteceu enquanto ele estava cum­prindo pena pela segunda vez na prisão. Na primeira, fora condenado pelo judiciário do condado de Sedgwick pelo mesmo crime: furto de cavalos.
Sendo que sua sentença condenatória estipu­lava trabalhos forçados, no inverno de 1887 foi trabalhar nas minas de carvão. Foi obrigado a trabalhar num lugar que lhe parecia bastante perigoso, chegando, inclusive, a comunicar este fato ao guarda responsável. Este, após uma investigação, disse que não havia perigo, e mandou que continuasse trabalhando no mesmo lugar. O detento obedeceu, mas antes de completar uma hora de serviço, o teto desabou, deixando-o totalmente soterrado. Permaneceu assim durante duas horas.
Na hora do almoço foi que deram conta de sua ausência, sendo iniciada, logo em seguida, uma busca. Descobriram-no debaixo de um monte de escom­bros. Tudo indicava que estava morto. Levado para fora da mina, o médico daquela instituição o examinou, também dando-o por morto. Seu corpo foi retirado para o hospital onde o banharam e vestiram-no para o enterro. Foi confeccionada uma urna na própria prisão e levada para o hospital. O capelão chegou para cumprir suas obrigações fúnebres. Um enfermeiro pediu a dois dos detentos que tirassem o cadáver da maca e o colocassem na urna, que estava no outro lado da sala. Cumpriram a ordem, um deles pegando nos seus pés e o outro nos ombros. Haviam andado mais ou menos a metade da distância quando aquele que lhe segurava pelos ombros tropeçou num cuspidor. Desequili­brou-se, deixando o cadáver cair ao chão e, para a grande surpresa de todos, ouviu-se um profundo gemido. Logo em seguida seus olhos abriram-se e os demais sinais de vida foram aparecendo. Chamaram imedia­tamente o médico, e quando este chegou, no espaço de uns trinta minutos, o “defunto” estava tomando a água que acabara de pedir.
A urna foi guardada e utilizada posteriormente para enterrar outro detento. George trocou de roupa, colo­can­do novamente o uniforme de praxe daquela instituição. O exame médico acusou duas fraturas numa de suas pernas e escoriações generalizadas. Permaneceu hospitalizado durante seis meses, para em seguida voltar ao serviço.
Através de outro mineiro fiquei sabendo da experiência inusitada que o George tivera enquanto “morto”. Estimulado pela minha curiosidade, desejei muito conhecê-lo e ouvir de sua boca o ocorrido. Esta oportunidade não se deu durante uns poucos meses, mas finalmente deu certo. Fui transferido das minas para o escritório da prisão onde lavrei uns relatórios de fim de ano. A ressuscitação deste ho­mem estava sendo discutida entre nós, quando, por acaso, alguém passou à porta de nossa sala. Disseram-me que era ele. Logo mandei-lhe um bilhete, pedindo que viesse ao meu local de trabalho. Foi isso que ele fez e nós nos conhecemos. Foi de sua boca que ouvi esta história maravilhosa. Ele é um jovem que não passa dos trinta anos de idade. Apesar de muito inteligente e bem estudado, tornou-se um criminoso aparentemente incorrigível.
A parte que mais gostei da sua história foi o que ocorrera durante sua “morte”. Sendo taquí­gra­fo, registrei fielmente as suas palavras:

Naquela manhã toda tive um pressentimento que algo terrível iria acontecer. Isto me incomodou a ponto de eu procurar o meu supervisor de minas, Mr. Grason. Disse-lhe o que estava sentindo e pedi que vistoriasse o meu local de trabalho onde estava escavando carvão. Ele veio e a meu ver fez uma vistoria bem feita. Mandou que eu voltasse a traba­lhar e disse que tudo indicava que eu estava perturbado. Voltei a trabalhar e depois de aproximadamente uma hora, de repente tudo ficou muito escuro. No mesmo instante, parecia que uma grande porta de ferro estava se abrindo, pela qual eu entrei. Logo me veio o pensamento de que eu estava morto e que me encontrava no mundo do além. Não pude ver ninguém. Por algum motivo, que eu próprio desco­nheço, comecei a me afastar da porta. Depois de andar bastante, cheguei às margens de um rio bem largo. Não estava escuro e tampouco era de dia. Havia uma luminosidade seme­lhante à que se vê numa noite estrelada. Estive nas margens do rio pouco tempo quando ouvi o rumor de remos cor­tan­do a água. Então foi chegando até onde eu estava, uma embar­cação, cujo ocupante estava remando.
Perdi a fala. Depois de me olhar durante uns in­­stantes, ele me disse que tinha vindo me buscar. Pediu que entrasse na embarcação e remasse até a outra margem do rio. Obedeci. Não trocamos pala­vra alguma. Queria tanto perguntar quem ele era e onde estávamos. Parecia que a minha língua estava grudada ao céu da boca. Não conseguia falar. Ao che­gar­mos à outra margem, desembar­quei e o ho­mem que me conduziu, simplesmente desapareceu.
De novo a sós, não sabia o que fazer. Olhando mais adiante, vi dois caminhos que passavam por um vale escuro. Um deles era largo e tinha o aspecto de ser bastante utilizado. O outro era estreito e saía para outro rumo. Instintivamente escolhi o caminho mais utilizado. Tinha andado pouco quando percebi que estava ficando cada vez mais escuro. De quando em quando, bem adiante, via-se uma espécie de relâm­pa­go, através do qual eu conseguia enxergar o caminho.
Andei mais uma certa distância quando me deparei com um ser que sou totalmente incapaz de descrever. O máximo que posso fazer é apenas dar uma idéia bem vaga quanto ao seu aspecto ater­ro­ri­zan­te. Parecia ligeiramente com um homem, embora muito maior. Devia ter no mínimo três metros de altu­ra. Nas suas costas havia grandes asas. Era preto co­mo o carvão que eu retirava da mina e estava total­mente nu. Na sua mão havia uma imensa lança de pelo menos cinco metros de comprimento. Seus olhos brilhavam como bolas de fogo. Seus den­tes, bran­cos como pérolas, pareciam medir quase três centímetros. Seu nariz, se bem que nem parecia nariz, era enorme, largo e achatado. Seu cabelo era grosso, pesado, e comprido. Descia sobre os om­bros maciços. Sua voz parecia mais com o rugir de um leão enjaulado do que com qualquer outra coisa.
Foi durante um destes relâmpagos que o vi pela primeira vez. Comecei a tremer como uma folha de palmeira no vento. A mão que segurava a lança estava erguida como se estivesse na iminência de me traspassar. Parei. Com voz muito mais horripilante do que se pode imaginar, mandou que o seguisse. Disse que tinha ordens para ser meu guia durante esta viagem. Segui no seu encalço. Que mais eu po­dia fazer? Depois de andarmos uma certa distân­cia, vi à minha frente uma grande montanha, cuja face parecia ser vertical. Na verdade parecia ter sido cortada no meio e uma metade retirada. Nesta face vertical vi distintamente as palavras:  ESTE É O INFERNO
Meu guia se aproximou da montanha e com sua lança bateu com força três vezes. Abriu-se uma porta enorme e nós entramos. Fui conduzido por uma espécie de corredor dentro da montanha.
Durante algum tempo caminhamos em trevas absolutas. Me orientei pelos passos ruidosos e pesados de meu guia. O tempo todo eu ouvia gemi­dos angustiantes, como de um moribundo. À medida que andávamos, estes gemidos aumentavam em inten­sidade, e agora ouvia-se claramente alguém clamar: ­“Água! Água! Água!” Passei por outra porta, e pude ouvir o que parecia ser o clamor de um milhão de vozes gritando: “Água! Água!…” Chegamos a outra porta. Meu guia bateu e esta abriu-se. Vi agora que havíamos transposto a mon­tanha e na minha frente havia uma planície extensa.
Foi então que meu guia me deixou e voltou para mostrar o caminho para outros espíritos perdidos. Fiquei parado nesta planície durante algum tempo quando um ser, semelhante ao primeiro, se apro­xi­mou de mim. Este, ao invés de carregar uma lança, carregava uma espada enorme. Sua missão era de me comunicar qual seria o meu destino eterno. Sua voz encheu a minha alma de terror. Disse: “Tu estás no inferno! Para ti não há mais esperança! Ao passar pela montanha, ouviste os gemidos e gritos dos perdidos que estavam pedindo água para aliviar a sequidão de suas línguas. Naquele corredor há uma porta que dá para o lago de fogo. Este, agora mesmo, será o teu destino. Antes de seres conduzido a este lugar de tormento, de onde nunca mais sairás, pois não há mais esperança para aqueles que entra­m aqui, tu poderás permanecer nesta planície, onde todos os perdidos têm o privilégio de contemplar os prazeres que gozariam se não estivessem aqui!”
Agora eu estava sozinho. Não sei se foi em conse­qüência do grande medo que passei, mas tornei-me insensível às coisas. Meu corpo ficou inerte. Fiquei sem força alguma e minhas pernas não agüentavam mais o peso do meu corpo. Assim domi­na­do, fui caindo ao chão. Uma sonolência apoderou-se de mim. Meio acordado, meio adormecido, parecia sonhar. Olhando para cima, bem distante de mim, vi a Linda Cidade, sobre a qual lemos na Bíblia. Como eram formosas suas muralhas de jaspe! Olhando além disso, vi vastas planícies cobertas de lindas flores. Vi também o Rio da Vida e o Mar de Cristal. Miríades de anjos entravam e saíam pelas portas desta cidade, cantando, e oh, como tudo era maravilhoso! Entre estes anjos vi a minha querida mãe que há poucos anos havia falecido, seu coração esmagado pela minha maldade. Olhou para mim e parecia estar me chamando. Mas não tinha condições de me levantar. Sentia-me como se tivesse um grande peso me imobilizando. Uma brisa trouxe para mim a fragrâ­ncia daquelas lindas flores, e agora ouvia-se com mais nitidez a doce melo­­dia das vozes angélicas. Eu disse comigo mesmo: “Oh! Como que­ria fazer parte daquela multidão!”
Enquanto me deliciava com este cálice de gozo tão perfeito, de repente ele foi-me arrebatado dos lábios. Acordei do meu sono. Um dos habitantes deste lugar de trevas me trouxe de volta daquele lindo lugar e me informou que havia chegado a hora de eu ir para o lugar de meu destino eterno. Ordenou-me que o seguisse. Voltando pelo mesmo caminho, en­tra­mos novamente no mesmo corredor. Fui se­guin­do meu guia durante algum tempo até chegar a uma porta lateral. Passamos por esta, e logo em segui­da por outra. Então vi, à minha frente, um lago de fogo!
Olhei, e até onde meu olho enxergava, vi um lago literal de fogo e enxofre. Grandes vagalhões de fogo se amontoavam um por cima do outro e grandes ondas de chamas se chocavam impetuosamente, elevando-se a grandes alturas, como as ondas do mar num imenso furacão. Na crista das ondas viam-se seres humanos lançados para cima, para logo em seguida, se afundarem até as profundezas deste lago medonho de fogo. Ao serem levadas para a crista dos vagalhões, estas almas amaldiçoavam o Deus justo, na mesma hora em que clamavam em grande angústia, pedindo água. Esta imensidão de fogo repercutia os gemidos destas almas perdidas.
Depois de algum tempo olhei para trás e, por cima da porta por onde entrara, vi as palavras: Este é o teu destino! A eternidade não tem fim! Daí a pouco, senti que o chão debaixo de meus pés estava começando a ceder e me vi afundando no lago de fogo. Sobreveio-me uma sede que as palavras não são capazes de descrever. Pedi água e neste instante meus olhos se abriram no hospital da prisão.
Nunca contei esta experiência aos oficiais da prisão, acreditando que me julgassem louco e me fechassem numa cela especial para os detentos que sofrem das faculdades mentais. Mas vi tudo isso e tenho a certeza absoluta de que o céu e o inferno existem, e que este inferno é fogo literal assim como lemos na Bíblia. E tenho certeza de outra coisa: nunca irei para aquele lugar.
Assim que abri meus olhos no hospital e vi que estava vivo, imediatamente entreguei meu coração a Deus. Vou viver e morrer como cristão. É verdade que nunca me esquecerei das cenas terríveis do inferno, mas tampouco sairão da minha memória as lindas coisas que vi no céu. Em breve pretendo me encontrar com minha querida mãe. Irei me sentar nas margens daquele belo rio e passear com os anjos nas planícies que vi. Vou andar pelos vales e pelos montes carpetados de flores fragrantes, cuja beleza excede qualquer coisa que o ser mortal é capaz de imaginar, e ouvirei as canções dos salvos. Isto me recompensará muitas vezes pela minha vida aqui sobre a terra, mesmo tendo que me negar dos muitos prazeres mundanos que faziam parte do meu viver antes de vir para esta prisão. Não quero ter mais intimidade com meus comparsas do mundo vil do crime. Assim que sair deste lugar, quero ficar na companhia de pessoas boas.

Repasso para o leitor esta experiência de George assim como a ouvi. É uma das experiências mais lindas que jamais li. Que Deus abençoe esta mensagem de George, para que através dela muitas almas perdidas ainda despertem da morte espiritual! Oh! Como as pessoas conseguem duvidar da exis­tência de um inferno literal! Diga-me como é possí­vel, quando têm em suas mãos a Palavra de Deus, e mais ainda quando ficamos sabendo de uma reve­lação dessas? Homens e mulheres, em! Virem-se! Peçam a Deus que lhes dê uma experiência de salvação que modifique os seus corações. Caso contrário, poderão passar não apenas quarenta e oito horas no inferno, mas toda a eternidade!

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